“A política, como a conhecemos, não requer capacidade, honestidade, talento ou boas intenções; requer capacidade de ser canalha ao impensável, de trair sem culpa, de não ter piedade ou comedimento algum na busca por atingir o oponente. Para vencer o adversário, vale tudo. Principalmente cinismo, muito cinismo.” – Observações do blogueiro paulista Eduardo Guimaraes no artigo “Lula e os porões da política”, sobre como funciona a política no mundo capitalista, publicado em 30/10/2011 no Blog da Cidadania.
Os Estados Unidos estão utilizando uma nova arma contra líderes políticos mundiais que fazem oposição ao imperialismo de Washington, do FMI, Banco Mundial e Organização Internacional do Comércio. Trata-se da contaminação por câncer de vários presidentes e ex-presidentes latino-americanos. Para os ianques a canalhice, a traição, o cinismo e o vale-tudo não bastam em política: eles gostam mesmo é de realizar seus death wish (desejo de assassinar alguém), não importam os meios.
A acusação foi feita pelo presidente venezuelano Hugo Chavez no final do ano passado e noticiada pelo site russo Pravda.ru no início de janeiro. Atualmente se recuperando de mais uma cirurgia na pelvis feita na última semana em Cuba, Chavez luta contra um câncer que ele suspeita tenha sido causado por contaminação levada a cabo pela Gestapo norte-americana, a temível CIA, através de um programa secreto de infecção cancerígena dos opositores das políticas ianque.
O artigo do Pravda relaciona o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, diagnosticado com cancer do sistema linfático (chamado de linfoma) em 2010, e que se encontra ainda em tratamento – por acaso realizado no Brasil. Cita também a presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, outra vítima dessa conspiração. Diagnosticada com câncer de tireoide no final de 2011 e logo depois descartado como falso positivo, a doença não se confirmou na biópsia pós-cirúrgica. Entretanto, ficou o susto e a suspeita pois Cristina Kirchner se alinha com os líderes políticos latinos que não endossam e nem apóiam as políticas expansionistas dos EUA.
Os Grilos Falantes da Democracia compilou, em ordem cronológica, uma lista dos políticos de esquerda que são vítimas dessa estranha coincidência de diagnóstico:
Fidel Castro – diagnosticado em agosto de 2006 com câncer no aparelho digestivo. A doença obrigou o veterano político a renunciar à presidência de Cuba e a se submeter a tratamento que prossegue até hoje. E para desespero dos americanos e demais guzanos (vermes) de Miami, o velhinho revolucionário que deverá completar 86 anos em 13 de agosto, continua lúcido, crítico do imperialismo e dando conselhos aos demais líderes latinos. E, aceitando bem o tratamento anti-cancer, ele segue vivendo;
Dilma V. Rousseff – diagnosticada em abril de 2009 com linfoma não-Hodgkin (a forma mais branda de linfoma e mais rapidamente curável quando detectado precocemente). A então pré-candidata do PT à presidência do Brasil foi, por isso, alvo de comemorações por parte da oposição de direita reunida em torno do PSDB-DEMO e do PiG, que viu na doença uma forma de derrotá-la longe dos eleitores. Ela foi incessantemente fustigada pela imprensa golpista que usou de táticas e meios de guerra psicológica e propaganda de guerra para desmoralizar Dilma e inviabilizar sua recuperação – tudo isso sem sucesso;
Fernando Lugo – presidente do Paraguai, diagnosticado em agosto de 2010 com linfoma, prossegue com seu tratamento de quimioterapia em vindas periódicas a São Paulo;
Hugo Chavez – diagnosticado em junho de 2011, o presidente venezuelano foi a maior vítima da conspiração da CIA e o primeiro a iniciar o debate sobre as origens de tão sinistra coincidência. Alvo declarado dos Estado Unidos que não esconde o desejo de eliminá-lo fisicamente, Chavez é o indivíduo que mais ataques recebe da imprensa norte-americana e venezuelana de direita enquanto faz seu tratamento em Cuba. Seus opositores não só na Venezuela como em Washington abertamente celebram as dificuldades que ele encontra na sua recuperação e vociferam que ele já está com os dias contados;
Lula – diagnosticado em outubro de 2011 com câncer na laringe, a doença do ex-presidente foi muito festejada por seus opositores brasileiros nos partidos de direita e na imprensa golpista. Seus articulistas celebraram abertamente a tragédia pessoal de Lula e passaram a desejar, sem meias palavras, pelas redes sociais sua morte prematura. Torcem pelo fracasso do tratamento e lhe atribuem culpa pela doença;
Cristina Kirchner – diagnosticada em novembro de 2011, com câncer de tireoide, a doença não foi confirmada na biópsia realizada após a cirurgia que extraiu a glândula supostamente contaminada, embora os médicos tivessem sido categóricos a partir de diagnóstico feito em biópsia de material colhido da glândula da presidenta.
Há ainda o presidente do Uruguai, Pepe Mujica. Examinado em 2010 – ano de sua posse na presidência –, detectou-se algo sugerindo um tumor na próstata que não se confirmou até hoje. Porém segue a suspeita de que ele teria sido alvo da mesma contaminação que atinge os demais políticos de esquerda.
Há também o caso de Daniel Ortega, líder sandinista, ex e atual presidente da Nicarágua, que foi tema de especulação sobre a saúde de sua próstata em 2008, ano seguinte à sua posse do atual mandato presidencial que exerce.
Cobaia da CIA?
E não esqueçamos que nos dois mandatos de Lula, tivemos seu vice-presidente, José Alencar, morto em 29 de março de 2011, vítima de câncer no aparelho digestivo e contra o qual lutava há 13 anos. Mas aí não cabe mais suspeitas de evenenamento pelos americanos – diria o desavisado observador. Entretanto, não esqueçamos que os gringos não desistem facilmente de suas experiências macabras de assassinatos hi-tec e neo-venenos.
Daí, talvez estivessem apenas usando o histórico oncológico de José Alencar para testar variantes da toxina cancerígena em quem, como ele, já tinha registrado em seu prontuário médico a ocorrência da doença, embora controlada. Talvez o tivessem contaminado nos últimos anos para estudarem a velocidade de progressão da doença frente aos vários tratamentos experimentais que ele mesmo se submeteu em Houston, no Texas – estado do ex-presidente Bush, pai e filho. Talvez, os tais “tratamentos experimentais” fizessem parte do desenvolvimento do veneno cancerígeno… Teria sido ele uma cobaia da CIA?
Outros alvos
Assim, todos esses indivíduos, unidos pela ideologia de independência e não-alinhamento automático aos interesses imperiais dos EUA e – agravante sério – executando políticas de combate à pobreza extrema, estão pouco a pouco sendo infectados. O presidente Hugo Chavez acredita que isso seja causado por uma nova arma desenvolvida para a CIA eliminar aqueles que não concordam com a vontade de Washington de dominação militar global e rapinagem de recursos naturais de outras nações.
Mas há outros líderes latino-americanos na mira de Washington como o presidente do Equador, Rafael Correa, e o do Perú, Ollanta Humala, que podem ser os próximos clientes da quimioterapia. Outro candidato possível é o mexicano Andrés Manuel López Obrador. Ele foi o vencedor das eleições de 2007 em seu país mas, graças às extensas fraudes em favor de Felipe Calderón, candidato governista declarado “vencedor”, Lopez não pôde tomar posse. E mais uma vez ele é candidato oposicionista nas eleições presidencias do México deste ano, devendo sofrer tentativas de contaminação cancerígena por parte da CIA, cumprindo o mesmo destino dos demais companheiros politicos latino-americanos aqui citados.
O artigo do Pravda menciona também a mãe de todas as Gestapos: o serviço secreto israelense, o aterrorizante Mossad. Obcecado em supremacismo militarista, expansionismo e anexação de territórios palestino, libanês e sírio, Israel é um país nazi-facista que declaradamente usa esses meios de contaminação com venenos especiais e ultra-secretos para eliminar militantes islâmicos e perpetuar a guerra e a ocupação da Palestina.
Esse foi o método escolhido pelo Mossad para assassinar o líder palestino Yasser Arafat em 2004. Os resultados da contaminação dos israelenses foram leucemia, AIDS e uma infecção no sangue que causou hemorragia cerebral, levando Arafat à morte em menos de um mês após o surgimento dos sintomas. Entretanto, antes disso, Khaled Mashal, lider do grupo de resistência palestina Hamas que vive no exílio em Damasco, foi vítima de um atentado por contaminação efetuado por agentes do Mossad, mas que foram capturados.
O veneno utilizado pelos ashkenazi israelenses contra o palestino foi uma toxina, de fórmula secreta, que ataca os nervos. A solução que sírios e palestinos encontraram para salvar Khaled foi contaminar os agentes israelenses com o mesmo veneno e exigir que Israel enviasse o antídoto usado para salvar o palestino, frustrando a operação de assassinato extra-judicial.
Dados biométricos
Assim, fica claro que as suspeitas sobre esse tipo de sujeira assassina que americanos e seus “irmaozinhos” israelenses fazem uso é não só plausível e verossímel como também já foi provado. Inclusive, essa prática já foi documentada nas mais de 800 tentativas de envenenamento que Fidel Castro foi alvo durante os anos 60, 70, 80 e 90 do século passado. Portanto, não acredite no acaso ou “azar” ao descobrir que alguém, entre os líderes políticos internacionais que fazem oposição a Washington, “pegou” câncer.
Outro ponto mencionado pelo Pravda foi o interesse da CIA, em 2008, em solicitar à embaixada americana em Assunção que coletasse todos os dados biométricos, incluindo DNA, de Fernando Lugo e dos outros três candidatos à presidência que concorriam com ele. O desejo da CIA de obter tais informações foi revelado pela Wikileaks, em novembro de 2010, ao expor em seu site o conteúdo dos telegramas secretos do Departamento de Estado dos EUA.
Agora, revelaremos pra todo mundo a raiva que a CIA e a Casa Grande, digo Casa Branca, passou: é que, ao se exporem aos seus eleitores como vítimas de uma doença tão satânica como o câncer, cada um desses políticos que os americanos sonham em eliminar de qualquer jeito, tiveram sua popularidade aumentada de forma exponencial e até obtiveram ganhos eleitorais com esse fato, ou seja, tiro pela culatra.
Para desgosto dos ianques, as populações desses países não são de índole capitalista como a norte-americana e foram extremamente solidárias na doença para com seus líderes a quem elas muito estimam e desejam vida longa. Deram mostras explícitas de consternação e solidariedade nas redes sociais e até no carnaval, quando a história de Lula foi homenageada pela escola de samba Gaviões da Fiel em fevereiro passado em SP.
Fiquemos atentos, pois, ao próximo passo dos terroristas brancos de olhos azuis. E os iranianos que se ciudem pois lá em Teerã a CIA-Mossad mata com veneno plástico, do tipo explosivo magnético – como no atentado de 11 de janeiro em Teerã que assassinou o professor universitário de química e membro do programa nuclear do Irã, Mostafa Ahmadi Roshan, operação admitida extra-ofcialmente por Israel. Em seguida, os ashkenazi armaram uns atentados, grosseiramente falsificados, na Índia, Georgia e Tailândia pra dizer que foi represália dos iranianos que, dessa forma, supostamente estavam dando o trôco na mesma moeda do terrorismo de estado israelense e assim obterem um plausível casus belli contra a nação persa como tanto desejam.
Só que a polícia indiana não engoliu essa armação e Nova Delhi sequer dirigiu qualquer nota a Teerã depois que constatou que o atentado a bomba na capital indiana contra a esposa de um adido israelense era de mentirinha. Outro atentado encenado na Georgia no mesmo dia 13 de fevereiro, não feriu ninguém e mais outro em Bangkok, no dia seguinte, só feriu um dos terroristas ao manusear o artefato que explodiu acidentalmente antes da hora. O que levou os indianos a acreditarem que as bombas eram obra do Mossad que viu na tentativa um esforço de Israel criar uma crise entre Nova Delhi e Teerã – principal fornecedor de petróleo da Índia atualmente – a partir de factóides sinistros com atentados, explosões e mortes.
o desejo de eliminá-lo fisicamente















